quarta-feira, 25 de abril de 2012

Natal


Eu sei que parece um tema meio vago, fora de tempo e tals, mas acreditem, pelo título pode-se concluir algumas coisas, e todas diferentes entre si:

* Uma data que já passou (ou que esse ano ainda nem chegou) e eu super fora de calendário;
* Um professor de geografia que tive no Ensino Médio (e graças a ele nunca mais esqueci como se formam os tufões e a razão da Guerra Fria. Um salve pro Natal!);
* Um lugar bonito pra caramba, quente pra caramba, onde venta pra caramba e cujas passagens para lá são caras pra caramba!

E esse post é mesmo só pra contar que a Ex de Murphy vai se ausentar pra ficar com os pezinhos para cima por uns dias. Afinal de contas, essa coisa de ter família longe e não ver a casa dos pais por semanas a fio tem que ter algo de divertido. E aqui esse algo se chama "férias no nordeste" com overdose de tapioca!

Fiz questão de escolher um feriado um pouco fora do circuito e fiz com ele ficasse um bocadinho mais longo do que a proposta oferecida pelo calendário. Agendei passagens promocionais e com direito a conexão e fiz todas as vibrações pra que Murphy fique bem longe e pra que Wagner Moura esteja assim, esperando um voo, tomando um café e super disponível pra entrar no meu álbum de fotos! Se minha amiga esbarrou com a seleção inteira de vôlei masculino, porque não, não é mesmo?!

Por isso, caras pessoas que passam por aqui, vou tirar uma folguinha e volto logo menos e com um monte de coisas novas, porque, já que Murphy não vai comigo, vai estar morrendo de saudades quando eu voltar. 
Ai credo!

Boa viagem pra mim e beijinhos pra vocês! =)

domingo, 1 de abril de 2012

Porque lembrar de reorganizar os planos (e as gavetas) é preciso


Li esses dias um texto muitíssimo inspirado de uma amiga blogueira e chef de cozinha preferida (não que eu tenha muitos chefs de cozinha no meu círculo de pessoas, mas se eu tivesse ainda acho que essa amiga seria a preferida)...

Ela contava de seu “fenômeno pessoal”, no qual o quarto ficava exatamente da mesma forma entre as sextas-feiras e finais de domingo: planos e propostas diversos empoeirando na escrivaninha, livros em uso ou fazendo pilhas no canto do quarto, textos aguardando o momento de serem lidos, objetos pessoais e de profissão...

Me identifiquei logo aí.

Olhei para o meu final de domingo e vi algumas roupas emboladas no guarda-roupa que fui acumulando durante a semana. Porta-incenso em cima da TV, 1 ou 2 esmaltes em cima da mesa prontos pra uso e as unhas em branco (talvez eu resolva pintá-las na terça), e programações do canal de filmes aberto daquela semana anotadas num bloquinho ao lado do computador - óbvio que não assisti a nenhum dos que anotei e me propus a ver...

Somei a isso à vida de solteira longe da casa dos pais que me agrega à lista comida pra fazer, faxina semanal do banheiro à porta da sala e trouxinhas de roupa pra jogar no tanque enquanto a máquina de lavar não chega.

Aliás, mais uma coisa pra colocar na lista de coisas a fazer: comprar uma máquina de lavar! Mesmo se eu preferiria comprar um pufe colorido ou um vídeo-game; comprar uma máquina de lavar!

Parei pra pensar também, de um jeito mais atemporal, que além disso ainda tenho pastas cheias de artigos e contos e crônicas excelentes que nunca vou ler. Mais alguns anos de textos escritos pela metade que prometi terminar/mostrar qualquer dia desses e um mundo de projetos em status eterno de "em andamento"... Todos pessoais; os profissionais acompanham o fluxo do mercado e a necessidade de mais ou menos recursos pra bancar contas e sonhos, o que inclui os da padaria com recheio de goiabada...
(sim, piada horrorosa, eu sei, mas os sonhos são ótimos!)

O texto da minha amiga também fala desses projetos mal abandonados e do momento de olhar pra todas essas coisas e revisar, reorganizar e não desistir delas. Um pensamento interessante pra ser lido num começo de semana, já que todos os planinhos, dietas e retomadas de qualquer coisa acontecem após a bagunça do final de domingo.

E porque vez ou outra a gente precisa de alguém pra lembrar que é importante retomar certas coisas, apagar outras, virar uma pessoa melhor, mais divertida e encarar Murphy com humor mais elevado e menos crise.
Ah, e uma trilha sonora que acompanhe e dê sentido a isso tudo. Porque ter música também é preciso.