quinta-feira, 15 de março de 2012

Sobre coisas que eu deveria ter escrito...


O Dia da Poesia passou, e como pretensa escritora acho que eu deveria ter criado algo, mas não o fiz...
Assim como não escrevi nada pelo Dia Internacional da Mulher e como não disse nada a respeito das águas de março assim que entrou o mês. Até porque, não fui pega por nenhuma chuva épica que merecesse a trilha sonora também...
Eu deveria ter escrito algo, mas não queria fica presa no clichê de ter que citar Fernando Pessoa, Vinícius de Morais ou Mário Quintana. 
Representar a ala feminina incorporando Florbela Espanca ou Cecília Meireles também não me pareceu mais interessante.

A verdade é que andei me ocupando mais com os textos prontos de outras pessoas - eu e meus freelas, sabem?! - e guardei um monte de coisas legais no pensamento pra escrever depois.
E a segunda verdade é que ideias guardadas nunca viram os textos de depois. Ou porque a gente muda de ideia, ou porque a data passa, ou porque acontecem outras coisas que merecem mais atenção.
Ou ainda - e esse é o meu caso - porque ideias guardadas ficam tão bem guardadas que a gente simplesmente esquece delas...

Tenho textos prontos, lindos, profundos e totalmente esquecidos entre sair do banho e trocar de roupa, na esteira da academia (porque em 20 minutos diários de caminhada para lugar nenhum rendem ótimas ideias) ou dentro dos ônibus...
E quando chega a hora de realmente preencher linhas e linhas de texto vem aquele branco absurdo e Murphy soprando aos ouvidos as piores referências possíveis.

Então aproveitei um instantinho de folga só pra não deixar as teias tomarem conta dos meus contos.

E vou deixar Elis e Tom no fim do post pra aproveitar a coisa do Dia da Poesia e a historinha do mês de março ao mesmo tempo. Assim, só pra não dizer que perdi a chance de comentar alguma data...
Ah, e porque eu acho que a música é muito legal mesmo, apesar de nunca ter aprendido a cantar direito, e também porque, diz a lenda, ela indica todo um fluxo de pensamentos dentro de uma canção só, e creio eu que esse deva ser o ponto de partida pra qualquer texto - desde que a gente não se esqueça de anotar depois...